Mulheres de Fibra…

Luciana Castellan

Luciana Castellan Vieira é nascida em Torrinha/SP, casada, mãe de quatro filhos, está em Peruíbe há mais de vinte anos, é Pedagoga, funcionária pública, já atuou como professora e diretora da Rede Municipal de Ensino. Luciana foi fundadora e primeira presidente da APEM (Associação dos Profissionais da Educação Municipal de Peruíbe).
• Como você concilia a profissão e a família? Pra mim é muito tranquilo, pois desde que meus filhos nasceram eu dou aulas 12 horas por dia, então eles estão acostumados a terem babá e estudarem período integral, a minha vida é muito corrida, e como o meu esposo também é da área, não temos problemas.
• Como você vê hoje a igualdade entre homens e mulheres? Não existe a igualdade! (risos), Eu percebi quando saí de um ambiente eminentemente feminino e vim para um ambiente dominado por homens. Senti muita diferença, daquele ambiente mais doce, que tenho que me portar de uma forma diferente, tomar cuidado com o que visto, até um batom mais discreto, para não dar ao homem uma liberdade de um duplo sentido.
• Ainda há preconceito com as mulheres no comando? Não vejo preconceito quando estamos na liderança, acredito que o respeito de um comando de uma mulher é o mesmo de um homem.
• Com a participação das mulheres em todos os setores da vida econômica como você vê a mulher no avanço do Município? Ainda é muito pequena. Na política por exemplo, temos apenas nove mulheres no Legislativo da Baixada. Mas, no mercado de trabalho, no comércio e principalmente como autônomo, eu vejo sua participação de uma forma muito ativa, até mais que o homem, ela põe a mão na massa, seja com artesanato, ambulante ou vender qualquer coisa para o sustento da família.

Hilda Kazuko

Desde criança Dona Kazuko como é conhecida, foi acostumada ao trabalho, começou bem cedo, ainda criança trabalhou com seus pais nas feiras municipais, depois passaram para uma quitanda, aos poucos foram introduzindo a parte de refeições, e como ela mesmo costuma dizer, o restaurante foi montado meio que por acaso, tornando-se aos poucos uma referência na Culinária Japonesa. Em 2013 o restaurante participou do Festival Gastronômico Sabor de São Paulo, estando entre os finalistas com o prato pítico Champuru de Tofu.
• Como você concilia a profissão e a família? Temos a impressão que as pessoas de hoje trabalham muito mais que antigamente e não temos tempo para nada. Assim resolvi não trabalhar aos domingos, recebo a visita de meus filhos com as noras e minhas netas. O domingo é da família, para passear, viajar ou para aproveitar os momentos em família.
• Como você vê hoje a igualdade entre homens e mulheres? A mulher é mais forte que o homem, porque ela além do serviço fora, ainda cuida da casa e dos filhos.
• Ainda há preconceito com as mulheres no comando? Eu acredito que ainda há um pouco, as mulheres estão avançando no comando, elas estão assumindo cargos importantes, conquistando espaços que antes eram apenas dos homens. Não sei se talvez pela sensibilidade, ou uma dedicação maior no dia a dia, mas, vemos uma conquista cada vez maior.
• Com a participação das mulheres em todos os setores da vida econômica como você vê a mulher no avanço econômico? Acho as mulheres mais firmes na parte financeira. Por exemplo, o homem quando compra para a empresa, sempre compra algo a mais. Já a mulher, somente o necessário. O camando da mulher na empresa é mais apertado, sua participação na economia sempre existiu, mas agora é que está sendo reconhecido.

Socorro Mendonça

Socorro Mendonça é profissional da área da saúde por mais de trinta anos, Administradora Hospitalar, Técnica em Radiologia Médica e Presidente do Instituto Dr. Bráulio Antônio de Mendonça”, carinhosamente conhecido como “ONG Amigas do Peito”.
• Como você concilia a profissão e a família? Quando temos uma família estruturada conseguimos conciliar sim. A mulher que trabalha fora, ela é dona de casa, mãe e esposa. Temos que fazer estas quatro jornadas. No mundo corporativista de hoje temos que saber dividir o tempo, e quando a gente gosta do que faz, a gente consegue!
• Como você vê hoje a igualdade entre homens e mulheres? Estou no mercado de trabalho há mais de trinta anos, e posso dizer que tiveram algumas grandes evoluções profissionais, e algumas mulheres em destaque. Atualmente está bem equilibrada a participação das mulheres em diversas áreas profissionais.
• Ainda há preconceito com as mulheres no comando? Sim, ainda existe! Trabalhar junto é uma coisa, já o comando, é outra! Ainda há um corporativismo masculino, basta olhar para o nosso Legislativo, ainda não se acredita muito na administração da mulher, veja o caso das prefeitas da Baixada Santista, elas não foram boas ou a maioria não as deixaram trabalhar. Nós mulheres no comando temos que “provar” que somos superior no grupo, temos que provar constantemente nossa capacidade. Infelizmente isso ainda acontece!
• Com a participação das mulheres em todos os setores da vida econômica como você vê a mulher no avanço de Peruíbe? Eu vejo uma participação econômica muito forte como por exemplo a Eliana Diniz do setor de pesca, Dona Imaculada do Associpães, Giovana – Mulher Trabalhadora, Eu (risos) ONG Amigas do Peito, Valkiria e Marlú do COMMULHER, a Brígida do Conselho da Raça Negra, Karina Kramer e Julieta Protti. Então vemos um grande número de mulheres que trabalham não só economicamente falando, como numa atuação social muito forte, o que falta é o reconhecimento e o apoio do poder público.

Ana Maria

Ana Maria da Silva Bichiarov é Perita Contadora cadastrada no CNPC (Cadastro Nacional de Peritos Contábeis do Estado de São Paulo). Formada em Ciências Contábeis, Pós-graduada em Perícia Judicial Contábil. Executa Perícias Judiciais nos fóruns de Miracatu até São Sebastião/Litoral Norte. É proprietária de um Escritório de Contabilidade no Município. “Moro em Pedro de Toledo há mais de 20 anos, amo minha Cidade riquíssima em belezas naturais”, disse Ana Maria.
• Como você concilia a profissão e a família? Sou casada há 25 anos e administro minha vida pessoal e profissional de forma bem harmônica, pois consigo separar a hora de trabalhar e a hora de lazer com minha família.
• Como você vê hoje a igualdade entre homens e mulheres? Infelizmente ainda existe a desigualdade entre homens e mulheres, embora atualmente esteja diminuindo conforme pesquisas divulgadas na mídia.
• Ainda há preconceito com as mulheres no comando? Na minha opinião ainda há preconceitos com as mulheres no comando, no entanto, vale enfatizar que as mulheres têm buscado o seu espaço na sociedade e tem demonstrado muita competência, profissionalismo, capacidade de gerenciamento diante de uma dupla jornada.
• Com a participação das mulheres em todos os setores da vida econômica como você vê a mulher no avanço do Município?
A participação da mulher na vida econômica tem sim um relevante papel no desenvolvimento da nossa região tanto no Vale do Ribeira como em toda Baixada Santista. Historicamente podemos dizer que a mulher sempre contribuiu com o seu trabalho no campo, nas lojas e nas oficinas de trabalho e atualmente na indústria. Homens e mulheres podem desempenhar as mesmas funções no mercado de trabalho e fica a orientação de que as mulheres devem lutar para que homens e mulheres tenham salários iguais em prol de uma sociedade mais justa e mais próspera. Feliz Dia Internacional da Mulher.

Jennifer Fabri

Nascida em Guarulhos/SP, a maioria de sua família é de lá. frequenta Peruíbe desde os seus 18 anos, é esposa e sócia do empresário Antonio Carlos Barros, proprietários das empresas Barros Altas Horas e Barros Comunicação Visual. Jeniffer é formada em Administração de Empresas, atualmente cursa Inglês e Tecnologia em Marketing.
• Como você concilia a profissão e a família? A minha vida é bem corrida, mas me organizo e administro meus horários cuido do meu filho Richard de 6 anos, malho, administro a empresa Barros Comunicação Visual, tenho um momento com meu esposo, dois cães e uma gata, que também merecem minha atenção, carinho e cuidados. Não meço esforços para cuidar da empresa e da minha família.
• Como você vê hoje a igualdade entre homens e mulheres? As mulheres têm se igualado bastante aos homens tanto em profissões como em todas as tarefas, hoje vemos mulheres caminhoneiras, mecânicas, pedreiras, profissões masculinas que hoje dominamos.
• Ainda há preconceito com as mulheres no comando? Sim! Há preconceito pois o Brasil é um país machista, a mulher tem que ter o pulso firme para comandar.
• Com a participação das mulheres em todos os setores da vida econômica como você vê a mulher no avanço de Peruíbe? Estão de parabéns, crescendo em igualdade, conquistando o seu espaço como empresárias, somente na política deixou a desejar, tive a pouco tempo a experiência na campanha do meu marido, eu estava no PRB Mulher, e vi um grande potencial e grandes ideias de mulheres focadas em melhorias para o município. Temos que tirar essa imagem que ficou da mulher na política da cidade e colocar as que realmente amam Peruíbe e tem o melhor a oferecer.

Eliana Diniz

Eliana Gomes Diniz, é natural de São Vicente mas sempre viveu em Peruíbe. Casou com pescador e aos 16 anos foi mãe de cinco filhos, seu companheiro a abandonou em meados de 2004. Para própria sobrevivência e para cuidar dos filhos, Eliana foi ajudar na pesca e na venda de pescado no Portinho de Peruíbe. Esta mulher de fibra, trabalhou muito e estudou bastante, ela fez o curso de Processamento de Pescados pelo APTA (Agência de Tecnologia do Agronegócio, é Tecnóloga em Logística pela ETEC e aprimoramento em Gestão em Empreendimentos de Pesca pelo IADH (Instituto de Desenvolvimento Humano). Capacitação em Pesca Artesanal em Áreas de Preservação e Gestão de Comunidades pelo APTA.
• Como você concilia a profissão e a família? Concílio minha família por trabalhar comigo em regime de economia familiar.
• Como você vê hoje a igualdade entre homens e mulheres? Particularmente não vejo igualdade, sempre existirá diferença, pois os homens sempre querem dominar as mulheres.
• Ainda há preconceito com as mulheres no comando? Em 2012 entrei pra diretoria da Colônia de Pescadores, onde, até o momento só estiveram homens desde a data de sua fundação em 1943. O preconceito vem de quem não é capaz de enfrentar os desafios.
Com a participação das mulheres em todos os setores da vida econômica como você vê a mulher no avanço de Peruíbe? Há participação das mulheres em todos os setores! Mas, na verdade poucas são reconhecidas ou tem um domínio próprio, na maioria das vezes as mulheres são subordinadas. As Peruibenses trabalham muito, fizemos mais de 12 eventos no com geração de renda para as mulheres.

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