O exercício permanente da prática da mudança

por: *Washington Luiz J Reis

As atenções políticas do país estão totalmente voltadas para as eleições que acontecem em 7 de outubro, quando serão eleitos, presidente da República, governadores, senadores e deputados. Pelas ruas percebemos que o brasileiro quer mudanças, pois está saturado da roubalheira, violência, falta de boas condições de atendimento dos serviços públicos de Saúde, Educação, Segurança, etc.
O reflexo dessa situação difícil do dia a dia do brasileiro é sentido mais nos municípios. É hora, portanto, de percebermos que estas próximas eleições tem muito a ver com 2020, quando serão eleitos prefeitos e vereadores. Tenho a impressão de que para uma mudança significativa na política serão obrigatórias pelo menos umas três eleições, pois o sistema ruim está enraizado, a corrupção é endêmica, os políticos custarão a cortar na própria carne os privilégios adquiridos e custarão a ter desapego ao poder.
Cabe à sociedade fazer a prática permanente deste exercício chamado mudança. Desde a recusa dos míseros reais adquiridos na “venda” do voto até querer deixar de levar vantagem em tudo, muito há de se fazer para iluminar as mentes dos nossos eleitores. Há que se perceber que sai caro “vender” o voto no dia da eleição e depois passar quatro anos com vereadores sem compromisso com a sociedade e prefeito que usa os chamados planos de governo somente como um instrumento de propaganda para enganar desde os mais humildes, até aqueles mais esclarecidos politicamente que não imaginam o tamanho da rasteira a que estão sujeitos quando o prefeitão assumir o poder. Vai perceber que o sujeito não tem o mínimo de consideração para com os seus munícipes e nem preocupação com sua cidade.
A hora da mudança é hoje, é agora. Saber escolher os que estarão a partir de 2019 em Brasília e na Assembleia Legislativa do Estado, pode impactar diretamente o município. Sabemos o quanto os cofres públicos são assaltados, pois sentimos isso no péssimo serviço público prestado, no estado de abandono da cidade, na prepotência dos atos que são vistos no dia a dia, pois acham-se “empoderados”, endinheirados e não percebem que quatro anos passam rápido, que o poder é efêmero, e que os que fazem do serviço público um ato de servir ao público podem colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente o sono dos justos. Pratique sempre a mudança quando não estiver satisfeito com os que um dia receberam a sua confiança.

* o autor é Diretor do Jornal do Esporte

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